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Primeiros testes terminam com um Hamilton muito forte e a Mercedes sobrando: “O carro definitivamente parece mais rápido que o do ano passado, então isso é positivo”

Terminada a primeira bateria de testes da Fórmula 1, em Montmeló, Barcelona, ainda não é possível traçar previsões sequer sobre o que se pode esperar da abertura do campeonato em Melbourne, no dia 25.

Os testes foram realizados sob temperaturas muito baixas – até a neve deu às caras – o que afeta diretamente a performance. Os pneus não aquecem, a aderência é baixíssima.

Mas duas coisas chamaram a atenção de todos. Primeiro, a maioria das equipes não enfrentou nenhum problema mecânico, e, quando o clima permitiu, acumulou bastante quilometragem . Digo a maioria, porque a Red Bull teve alguns contratempos… A McLaren, por exemplo, deu 271 voltas durante a semana, e a Toro Rosso, agora empurrada pelas unidades de potência da Honda, problemáticas até o fim do ano passado no complicado casamento com a própria McLaren, foi a equipe que mais voltas completou durante os testes até o momento, 326. A confiabilidade foi um ponto forte.

E, segundo: Hamilton foi constantemente muito forte e muito mais veloz que os adversários, mesmo sem ter acumulado tanta quilometragem assim.

Pondere-se que se trata de um teste, que cada um anda com uma configuração diferente, sob condições climáticas díspares, desenvolve um programa específico e usa uma quantidade de combustível distinta para tal. Mas é inegável que o tempo que o inglês conseguiu ontem, com pneus médios, que estão longe de serem os compostos mais rápidos desenvolvidos pela Pirelli, 1:19.333, assombrou a todos. A pergunta que pairou no ar foi uma só: e quando ele calçar os compostos mais rápidos, o quão mais veloz que todos ele estará?

Ao descer do carro, o tetracampeão deu um aviso sutil à concorrência: “O carro definitivamente parece mais rápido que o do ano passado, então isso é positivo”.

Os últimos testes antes da abertura do campeonato serão realizados na semana que vem, espera-se, com temperaturas um pouco mais altas, porque em Melbourne não encontrarão a friaca enfrentada nos testes, o que pode transformar a etapa numa loteria. Um carro que tem bom desempenho no frio, nem sempre se entende com o calor e vice-versa.

Por enquanto, é admirar a fase esplêndida desse pilotaço chamado Lewis Hamilton.

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Condições climáticas atrapalham as equipes no primeiro dia de testes em Barcelona. Red Bull lidera

Se na abertura dos trabalhos houve pista seca, a baixa temperatura atrapalhou a avaliação das equipes durante o primeiro dia de testes coletivos em Barcelona. À tarde, veio a chuva.

Mesmo sendo o mais rápido do primeiro dia, Ricciardo foi um dos que preferiu destacar a confiabilidade do novo carro da Red Bull a tentar analisar mais profundamente o desempenho.

“Hoje estava bem frio. Tirando isso, foi bom. Pela manhã, com pista seca, foi tudo muito bem, mas aí a chuva da tarde deixou as condições mais traiçoeiras. É difícil fazer qualquer coisa funcionar bem com os pneus em temperaturas assim, especialmente porque o asfalto também era novo”, disse.

Ou seja, ainda não dá para tirar maiores conclusões, mas é possível ressaltar quem foi bem. Além do pessoal das latinhas de energéticos, Ferrari e Mercedes também tiveram um dia sem sustos, embora tenham andado menos que a rival, e, por enquanto, parece mantida a briga entre as três.

Sem enfrentar qualquer problema e  mostrando velocidade, a Renault surpreendeu, como também se destacou a Toro Rosso, agora correndo de unidade de potência Honda, completando o programa inteiro sem apresentar falhas.

A McLaren, por seu turno, teve um problema mecânico logo no início da sessão pela manhã, o que comprometeu sobremaneira a análise acerca do desempenho do MCL33.

Que amanhã o clima ajude.

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