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Hamilton - Baku 2018

Red Bull e sorte dão a Hamilton a primeira vitória do ano e a liderança do campeonato

O lugar é lindo, em certas partes a pista até é bacaninha, mas a verdade é que precisa acontecer muita bobagem para que o grande prêmio do Azerbaijão tenha graça. E, neste domingo, aconteceu.

Esfregando rodas desde a volta 8, os dois pilotos da Red Bull, em 4º e 5º até então, acabaram se encontrando na 40. Ricciardo aproveitou o vácuo e tentou a manobra, Verstappen se defendeu como pode e foi atropelado no fim da maior reta da F1 pelo companheiro de time. A FIA responsabilizou ambos, mas, desta vez, o boa praça do australiano foi otimista além da conta. Se tivesse que apontar um culpado, mas comissário não sou, seria o Ricciardo.

O fato é que esse acidente fez com o que o Safety Car fosse acionado e isso mexeu com as estratégias de todos os pilotos.

Bottas aproveitou e realizou o seu primeiro pit stop na corrida – volta 41!! – e se manteve na ponta que tinha herdado de Vettel quando o alemão parou. O próprio Vettel aproveitou e fez uma segunda troca de pneus, seguido por Hamilton. Ambos estavam com pneus macios, que rendem menos, demoram mais para aquecer e que poderia fazê-los despencar na classificação. Os três calçaram pneus ultramacios, os mais rápidos do fim de semana.

Antes da relargada, sozinho, aquecendo pneus, Grosjean conseguiu bater em linha reta, o que retardou a retirada do carro de segurança. Se restava alguma confiança ao francês, ela foi liquidada na 4ª corrida de uma temporada de 21 provas.

Na relargada, os três primeiros foram para o pau e quem se deu mal foi Vettel. O alemão forçou, fritou pneus, perdeu a curva e o pódio. “Era uma chance que eu tinha, óbvio que deu errado, mas eu precisava arriscar alguma coisa”, disse um determinado Vettel. E quer saber: merece aplausos! Como um dia disse Senna, dando um sermão em Jackie Stewart: se você vê uma chance e não tenta, você deixa de ser um piloto. E é isso mesmo. Isso pode fazer falta lá na frente? Óbvio. Mas eu não acredito em videntes.

As duas Mercedes se aproveitaram e assumiram a ponta, com Bottas à frente e o finlandês abriu de Hamilton rumo à vitória.

Mas faltando duas voltas, Bottas teve um furo de pneu que liquidou sua bela corrida. Hamilton então herdou a primeira posição e assumiu a liderança do campeonato.

Uma pena para Valtteri Bottas. O finlandês fez uma corrida impecável e muito superior a do badalado companheiro de time e tetracampeão, Hamilton. E o britânico reconheceu isso.

Assim que encostou o carro, Hamilton ao invés de se dirigir à sala pré pódio foi direto consolar o companheiro. “Eu me atrasei para o pódio foi porque corri para ver Valtteri. Pensei em ser um bom companheiro de equipe e tentar animá-lo e dizer ‘você fez um trabalho excepcional’, é um ato de respeito”, reconheceu Lewis, num misto de alegria pela vitória inesperada e tristeza pelo infortúnio do companheiro de equipe.

Além de Bottas, Alonso, Raikkonen e Perez – o finlandês e o mexicano foram ao pódio –  fizeram corridas excepcionais, mas o piloto do dia, que merece muitos aplausos é Charles Leclerc, da tartaruga Sauber. O estreante chegou na sexta posição. Bravo!

A próxima corrida é na Espanha, no dia 13 de maio.

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Mostrando toda sua categoria, Vettel venceu o GP do Bahrein

Foram 40 voltas sobre o mesmo jogo de pneus, mas Vettel segurou sua Ferrari com as unhas, controlou e venceu com categoria o GP do Bahrein 2018. A bem da verdade, em nenhum momento Valtteri Bottas atacou com veemência a primeira colocação do piloto alemão, mas isso em nada diminui a atuação de gala do ferrarista, que no sábado já tinha pulverizado os adversários com uma incontestável pole position. Bem como a falta de um ataque mais contundente, não diminui o bom fim de semana de Bottas. Bravo, Vettel!

Há ainda destaques de sobra pra se comentar nesse ótimo GP em Sakhir. A quarta posição de Gasly com sua Toro Rosso-Honda; mais uma atuação convincente da Haas, mesmo que apenas com o Kevin Magnussen, já que Grosjean andou pilotando como Grosjean pelo deserto barenita; Alonso pontuou outra vez e já aparece na quarta posição do campeonato; Hamilton que deu seu show largando da nona posição por causa da troca de câmbio, terminando em terceiro e aplicando a mais bonita manobra de ultrapassagem deste início de campeonato (almoçou 3 carros numa única manobra), e, uma atuação magistral – pasmem! – do sueco Marcus Ericsson, que colocou sua Sauber num fantástico nono lugar. Seu companheiro de time, Leclerc, terminou em 12º. Dadas as circunstâncias, que resultado dessa equipe. Que siga evoluindo.

Os destaques negativos ficam para a Red Bull, que não completou sequer 3 voltas. Verstappen, largando da 15ª posição depois de ter batido na classificação, foi com tudo pra cima de Hamilton e o toque foi inevitável, fazendo com o que logo em seguida abandonasse a prova, enquanto Ricciardo viu a perspectiva de lutar por um pódio ruir quando seu carro literalmente parou na pista por causa de um problema elétrico.

E a Williams… os dois carros fecharam a prova. Isso resume tudo. Um vexame…

Uma nota triste: durante a parada de boxes de Raikkonen, por um sério problema de comunicação, um mecânico foi atropelado pelo finlandês, que não seguiu na prova. O mecânico passa por cirurgia para correção da fratura em uma de suas pernas.

Contrariando os prognósticos, a Mercedes não parece sobrar como nos últimos quatro anos, pelo contrário. Se na Austrália a Ferrari venceu na estratégia, no Bahrein foi mais rápida na pista durante todo o final de semana. É cedo para traçar como será o campeonato. Estamos na segunda corrida ainda. Mas me parece que, neste ano, para vencer o campeonato, uma equipe vai precisar lutar, e muito!, na pista contra a outra. Não à toa, Hamilton vem sugerindo em suas respostas que o carro da Ferrari é tão ou mais veloz que o da Mercedes. Vale ressaltar que, após os treinos da pré-temporada, o atual tetracampeão do mundo disse que o carro desse ano é mais rápido do que o do ano passado, o que só demonstra o quanto o projeto 2018 da Ferrari é bem sucedido.

Já vamos poder saber mais sobre a ordem das forças neste próximo final de semana, com o Grande Prêmio da China. Por enquanto, Vettel 50 x 33 no Hamilton.

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Com time perfeito e muita sorte, Ferrari entrega a Vettel vitória no GP da Austrália 2018

Em condições normais, o pódio seria formado por Hamilton, Raikkonen e Vettel, nessa ordem. Mas Fórmula 1 é uma corrida de carros, e numa corrida de carros, a realidade muda numa fração de segundos. E coube a promissora equipe Haas a decisão da corrida,

Magnussem e Grosjean faziam uma corrida impecável, num final de semana perfeito, e por que não dizer, inesperado, com chances reais de terminar a corrida justamente atrás dos três primeiros, superando os carros da Red Bull. Mas uma má fixação da roda traseira durante o pit stop de ambos os carros, selou o destino da prova, sobretudo no carro 8 do time americano.

A Hass de Grosjean mal saiu dos boxes e empacou num ponto perigoso do circuito. A direção de prova acionou o Safety Car Virtual, que fixa uma velocidade mínima que cada piloto deve respeitar, depois o Safety Car real. Vettel, que havia retardado a sua parada nos boxes, foi chamado pela Ferrari nesse momento para trocar os pneus, enquanto Hamilton e Raikkonen, que já tinham feito a troca, vinham respeitando os limites de velocidade na pista. Não deu outra, o alemão assumiu a ponta.  A McLaren fez o mesmo com Alonso, e ali terminava a corrida.

Não é fácil ultrapassar em Melbourne, tanto é que Hamilton até esboçou, mas nunca ameaçou de fato a vitória de Seb, bem como Alonso, com um carro bom, mas não melhor que uma Red Bull, conseguiu segurar o ímpeto de Verstappen.

É preciso esperar mais corridas para se ter uma ideia real das forças. Na Austrália, não fosse o azar da Haas, Hamilton teria vencido, seguido por Raikkonen e Vettel. Mas corridas são corridas.

O interessante foi ver a Haas muito bem, mostrando que vai brigar de fato para ser a quarta força desse campeonato, e a McLaren, promissora. A equipe tem a grana, a expertise e gente competente dentro e fora da pista para desenvolver esse carro. Esqueça: não veremos esse ano a McLaren fechando o grid. No entanto, também não a veremos lutando por vitórias. Mercedes, Red Bull e Ferrari estão muito a frente do resto.

A Renault mostrou-se bem, nada extraordinária, mas bem, enquanto a Toro Rosso não repetiu o desempenho visto nos testes em Barcelona. Características do circuito? Temperatura? Não se sabe. E ainda teve problemas no carro de Gasly.

Por fim, vai ser sempre no fim, imagino, a Force India está longe do desempenho apresentado no ano passado, e Williams e Sauber vão fechar o grid, e travarão uma batalha épica em busca de um pontinho que seja.

A Mercedes, e Hamilton, seguem favoritos. Duas Ferraris no pódio ontem foi obra da sorte, competência, circunstância, e certa dose de incompetência e arrogância do time alemão.

Talvez a realidade se mostre mais palpável daqui duas semanas no Bahrein. Corrida ao meio dia, num horário mais decente para nós, brasileiros.

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Nico Rosberg é o campeão mundial de Fórmula 1 em 2016

E foi com toda a justiça do mundo. Hamilton venceu em Abu Dhabi, pela 10ª vez na temporada, mas Rosberg, vencedor em nove oportunidades no ano, foi cirúrgico, cerebral e chegou numa cômoda segunda posição. Com a vitória do inglês, lhe bastava um terceiro lugar, mas o alemão foi além e entregou o costumeiro resultado que os carros da Mercedes costumam conquistar.

Mas a dobradinha esteve longe de ser um fato consumado em Yas Marinas. Hamilton lutou com as armas que tinha – e até mesmo contra a Mercedes – e propositalmente andou num ritmo que permitisse aos adversários andarem próximos a Rosberg. Ressalte-se que para o inglês conquistar o tetracampeonato, teria de vencer e ver o companheiro chegar no mínimo no quarto lugar, ou seja, dependeria da “ajuda” de outros dois concorrentes.

No fim, de nada adiantou, Vettel, Verstappen e Ricciardo até se aproximaram do novo campeão mundial, mas sem ameaça-lo fortemente.

Pelo menos o estratagema adotado por Lewis garantiu um pouquinho de emoção a quem assistia à prova realizada no insosso traçado encravado no meio do deserto dos Emirados Árabes, uma ode ao hedonismo, sem vida, sem alma, ou emoção genuínas. Tirando isso, a corrida foi mais chata que um churrasco animado por valsa e suco de manga.

Há quem critique a tática adotada por Lewis Hamilton. Vettel chegou a chamá-lo de sujo por usar do subterfúgio de andar em ritmo lento. Mas, ora bolas! Isso é uma competição, não uma quermesse. Com o título dos construtores garantido desde a primeira volta da primeira corrida na Austrália – as flechas prateadas terminaram 297 pontos à frente da Red Bull – só restava a Hamilton e Rosberg brigarem pelo caneco. E foi o que fizeram, cada um na sua, e sem qualquer desonestidade.

Considerando a vantagem de 12 pontos que, por mérito, Rosberg chegou na última corrida do ano, caberia ao britânico usar o que estivesse ao seu alcance para tentar o título. E ele usou. Andou lento e formou um pequeno pelotão pra tentar atrapalhar o rival. Em momento algum Hamilton foi desleal, colocou a corrida de Rosberg em risco, ou a corrida dos outros pilotos.

Quem faz mimimi por causa disso certamente já foi picado pelo mosquitinho do politicamente correto que vem transformando a sociedade num balde de retardados. Tudo precisa ser limpinho, certinho, bonitinho, corretinho, do contrário, não vale. Às favas, os fracos! Quero é competição!

Rosberg, com uma força mental digna dos alemães, não sentiu a pressão da tática adotada por seu rival, fez o dele e ganhou o campeonato com justiça. Não foi uma conquista qualquer. Ele venceu um tricampeão mundial, tido por muitos, por esse jornalista inclusive, como um dos melhores pilotos da história da Fórmula 1, na pista. Aproveitou todas as oportunidades que teve. Parabéns, pois, ao campeão. O resto é bobagem.

campeão e vice

 

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Lewis Hamilton venceu o Grande Prêmio de Interlagos 2016, a prova de Max Verstappen

Não foi uma vitória qualquer. Sob forte chuva, Hamilton ratificou o seu talento em condições extremas e liderou todas as 71 voltas da corrida. De quebra, adiou a decisão do campeonato para Abu Dhabi e se tornou o segundo maior vencedor da história da Fórmula 1. Foi a sua 52ª vitória na categoria, feito que o deixa atrás apenas do heptacampeão Michael Schumacher, e o torna o maior vencedor em atividade. Mas, talvez não seja o bastante para conquistar o seu tetracampeonato.

Rosberg foi cirúrgico, contou com o erro tático da Red Bull e chegou na segunda posição. Mesmo que Hamilton vença em Abu Dhabi, basta ao alemão chegar em terceiro que se tornará campeão mundial. Dada a supremacia das flechas de prata, só mesmo um abandono o tira o caneco, um título merecido, reconheça-se. Em condições normais, ele chega na primeira fila.

Mas a corrida, que acabou durando mais de três horas por causa das paralisações que sofreu em decorrência da chuva, serviu para provar de uma vez por todas que a F1 assiste ao nascimento de um novo gênio da raça dos pilotos.

O holandês Max Verstappen, do alto dos seus 19 anos, escreveu seu nome para a eternidade no traçado de Interlagos. Debaixo de muita água, o moleque simplesmente assombrou a concorrência e só não venceu porque junto com o seu time fez uma aposta pela melhoria das condições do asfalto, que não aconteceu, e acabou indo parar no meio do pelotão. E quem disse que o guri se abateu? Como se não houvesse uma gota d’água na pista, foi definindo seu traçado ideal de acordo com o adversário que tinha pela frente e subiu ao pódio numa iluminada terceira posição.

Foram inúmeras ultrapassagens, todas belíssimas, de extremo risco, arrojo e técnica. Verstappen cometeu um erro, na subida do café. Mas assim como foi sublime em cada ultrapassagem, agarrou o touro azul da Red Bull com categoria e evitou a batida que teria estragado seu domingo impressionante. Ele é daqueles acima da média.

Interlagos também foi o palco de uma bonita despedida de Felipe Massa. Tudo bem que ele bateu. Tudo bem que tenho ojeriza ao pachequismo, mas o brasileiro já tinha sido gigante ao anunciar que deixava a categoria para não viver seus últimos dias de carreira fechando grid, e foi igualmente grande ao demonstrar toda a sua emoção pelo reconhecimento que recebeu, tanto da torcida quanto das pessoas que trabalham na F1. Não conheço Felipe pessoalmente, mas por tudo o que falam dele e por seus pequenos gestos, tenho um enorme respeito e admiração. Parece um cara gente fina. Os aplausos generalizados que recebeu atestam isso.

O domingo paulistano também foi bacana para o outro Felipe. Nasr fez da chuva e das condições adversas uma aliada, mostrou perícia e levou a carroça da Sauber a uma digna nona posição. Os suíços até então estavam zerados e na lanterna do campeonato. Com os dois pontos conseguidos na raça pelo brasileiro, a equipe ultrapassou a Manor no Mundial de Construtores e a menos que Ocon ou Wehrlein operem milagres na última prova, garantirá cerca de 40 milhões de dólares extras em premiação, o que, para uma equipe que beirou à falência em 2016, vale como se fosse um título.

 

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Hamilton venceu o GP do México 2016

Um pouco atrasado, eu sei, mas vou falar um pouquinho sobre o Grande Prêmio do México disputado no último domingo.

Hamilton, seguindo sua epopeia, venceu Rosberg inapelavelmente mais uma vez. Pode ter sido tarde demais e o próprio inglês admite isso. Mesmo que tenha abandonado quando venceria na Malásia, Hamilton sabe que voltou das férias relaxado demais. Rosberg, que não tem nada com isso, aproveitou. Daí a diferença estar em 19 pontos a duas corridas do fim da temporada.

Mas a disputa pelo campeonato segue viva e a próxima corrida é em Interlagos onde Hamilton nunca venceu. Quando foi campeão no Brasil em 2008, o inglês chegou na quinta colocação. Ganhar corrida, nunca ganhou. Rosberg, já. E se Nico chegar à sua frente em São Paulo, fatura encerrada. Cabe a Hamilton ganhar no Brasil, em Abu Dhabi e torcer pelo pior… para o carro do alemão. Parece claro que só um abandono fará o cada vez mais tranquilo e cerebral Nico Rosberg perder o caneco. Mesmo que esqueça de ligar o carro e na largada caia pra última posição, com o carro que tem, o alemão ainda chega em segundo. E é o que lhe basta. Hamilton pode vencer as duas próximas provas. Nico só precisa chegar em segundo numa e em terceiro noutra, se for esse o cenário.

Isso posto, a corrida foi uma chatice, o que é uma pena, porque a torcida mexicana é, de longe, a mais animada que já vi na Fórmula 1 (supera os fanáticos italianos ferraristas), e merecia um espetáculo melhor. Não sei se por causa dos pneus, ou se é o traçado mesmo, mas o novo Hermanos Rodriguez proporcionou duas corridas ruins. A do ano passado também não prestou. Uma pena. O circuito é lindo, as arquibancadas estão sempre lotadas de empolgação, mas, na pista…

Só houve um tantinho de animação nas últimas três voltas e a direção de prova conseguiu se embananar mais uma vez. Vejamos:

Verstappen, Vettel e Ricciardo iniciaram uma briga pelo pódio. Na tentativa de Vettel sobre o pupilo-encrenqueiro holandês, o novo xodó da Red Bull claramente trapaceou. Cruzou a grama e deixou pra trás duas curvas que se contornadas corretamente, proporcionariam a ultrapassagem ao ex- xodó da turma dos energéticos. Max não quis nem saber, ligou o foda-se e cruzou a linha de chegada em terceiro. Mais tarde, no pré-pódio, foi punido com cinco segundos e caiu pra quinta posição. Carambolas direção de prova, em três voltas vocês poderiam ter feito isso. A demora levou ao constrangimento.

Vettel, que se tornou o mais estúpido e bobalhão piloto da atualidade na Fórmula 1, só não xingou a própria mãe pelo rádio, tentando garantir o seu direito na marra. Fica feio pra um tetracampeão do mundo… Sem contar os inúmeros impropérios que solta no rádio sempre que precisa ultrapassar um retardatário. A impressão que dá é que o Vettel precisa de uma pista só pra ele.

Ainda dentro dessas três derradeiras voltas, Ricciardo aproveitou que tinha pneus melhores e tentou a ultrapassagem pra cima de Vettel, que sim, claramente, concorde-se ou não, mudou de direção na zona de frenagem, e se Ricciardo não fosse o piloto habilidoso e honesto que é, teríamos ali um acidente.

Se os próprios pilotos, Vettel inclusive, fizeram a FIA proibir mudança de direção em zona de frenagem, o alemão tinha que ser punido. Até foi, mas só bem depois do pódio. Levou dez segundos e foi parar na quinta colocação, que havia sido dada a Verstappen, que no fim das contas ficou em quarto, com Ricciardo herdando o pódio.

Ou seja, uma zona, que deixou os animados mexicanos que fizeram uma linda festa nas arquibancadas com cara de bunda. Ficou feio, pois, FIA.

Sei lá, posso parecer mesquinho, mas acredito que em uma volta você consegue resolver uma punição. Postergar só torna a decisão mais política. E tudo o que envolve política, nós sabemos, dá merda.

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