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Mostrando toda sua categoria, Vettel venceu o GP do Bahrein

Foram 40 voltas sobre o mesmo jogo de pneus, mas Vettel segurou sua Ferrari com as unhas, controlou e venceu com categoria o GP do Bahrein 2018. A bem da verdade, em nenhum momento Valtteri Bottas atacou com veemência a primeira colocação do piloto alemão, mas isso em nada diminui a atuação de gala do ferrarista, que no sábado já tinha pulverizado os adversários com uma incontestável pole position. Bem como a falta de um ataque mais contundente, não diminui o bom fim de semana de Bottas. Bravo, Vettel!

Há ainda destaques de sobra pra se comentar nesse ótimo GP em Sakhir. A quarta posição de Gasly com sua Toro Rosso-Honda; mais uma atuação convincente da Haas, mesmo que apenas com o Kevin Magnussen, já que Grosjean andou pilotando como Grosjean pelo deserto barenita; Alonso pontuou outra vez e já aparece na quarta posição do campeonato; Hamilton que deu seu show largando da nona posição por causa da troca de câmbio, terminando em terceiro e aplicando a mais bonita manobra de ultrapassagem deste início de campeonato (almoçou 3 carros numa única manobra), e, uma atuação magistral – pasmem! – do sueco Marcus Ericsson, que colocou sua Sauber num fantástico nono lugar. Seu companheiro de time, Leclerc, terminou em 12º. Dadas as circunstâncias, que resultado dessa equipe. Que siga evoluindo.

Os destaques negativos ficam para a Red Bull, que não completou sequer 3 voltas. Verstappen, largando da 15ª posição depois de ter batido na classificação, foi com tudo pra cima de Hamilton e o toque foi inevitável, fazendo com o que logo em seguida abandonasse a prova, enquanto Ricciardo viu a perspectiva de lutar por um pódio ruir quando seu carro literalmente parou na pista por causa de um problema elétrico.

E a Williams… os dois carros fecharam a prova. Isso resume tudo. Um vexame…

Uma nota triste: durante a parada de boxes de Raikkonen, por um sério problema de comunicação, um mecânico foi atropelado pelo finlandês, que não seguiu na prova. O mecânico passa por cirurgia para correção da fratura em uma de suas pernas.

Contrariando os prognósticos, a Mercedes não parece sobrar como nos últimos quatro anos, pelo contrário. Se na Austrália a Ferrari venceu na estratégia, no Bahrein foi mais rápida na pista durante todo o final de semana. É cedo para traçar como será o campeonato. Estamos na segunda corrida ainda. Mas me parece que, neste ano, para vencer o campeonato, uma equipe vai precisar lutar, e muito!, na pista contra a outra. Não à toa, Hamilton vem sugerindo em suas respostas que o carro da Ferrari é tão ou mais veloz que o da Mercedes. Vale ressaltar que, após os treinos da pré-temporada, o atual tetracampeão do mundo disse que o carro desse ano é mais rápido do que o do ano passado, o que só demonstra o quanto o projeto 2018 da Ferrari é bem sucedido.

Já vamos poder saber mais sobre a ordem das forças neste próximo final de semana, com o Grande Prêmio da China. Por enquanto, Vettel 50 x 33 no Hamilton.

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Primeiros testes terminam com um Hamilton muito forte e a Mercedes sobrando: “O carro definitivamente parece mais rápido que o do ano passado, então isso é positivo”

Terminada a primeira bateria de testes da Fórmula 1, em Montmeló, Barcelona, ainda não é possível traçar previsões sequer sobre o que se pode esperar da abertura do campeonato em Melbourne, no dia 25.

Os testes foram realizados sob temperaturas muito baixas – até a neve deu às caras – o que afeta diretamente a performance. Os pneus não aquecem, a aderência é baixíssima.

Mas duas coisas chamaram a atenção de todos. Primeiro, a maioria das equipes não enfrentou nenhum problema mecânico, e, quando o clima permitiu, acumulou bastante quilometragem . Digo a maioria, porque a Red Bull teve alguns contratempos… A McLaren, por exemplo, deu 271 voltas durante a semana, e a Toro Rosso, agora empurrada pelas unidades de potência da Honda, problemáticas até o fim do ano passado no complicado casamento com a própria McLaren, foi a equipe que mais voltas completou durante os testes até o momento, 326. A confiabilidade foi um ponto forte.

E, segundo: Hamilton foi constantemente muito forte e muito mais veloz que os adversários, mesmo sem ter acumulado tanta quilometragem assim.

Pondere-se que se trata de um teste, que cada um anda com uma configuração diferente, sob condições climáticas díspares, desenvolve um programa específico e usa uma quantidade de combustível distinta para tal. Mas é inegável que o tempo que o inglês conseguiu ontem, com pneus médios, que estão longe de serem os compostos mais rápidos desenvolvidos pela Pirelli, 1:19.333, assombrou a todos. A pergunta que pairou no ar foi uma só: e quando ele calçar os compostos mais rápidos, o quão mais veloz que todos ele estará?

Ao descer do carro, o tetracampeão deu um aviso sutil à concorrência: “O carro definitivamente parece mais rápido que o do ano passado, então isso é positivo”.

Os últimos testes antes da abertura do campeonato serão realizados na semana que vem, espera-se, com temperaturas um pouco mais altas, porque em Melbourne não encontrarão a friaca enfrentada nos testes, o que pode transformar a etapa numa loteria. Um carro que tem bom desempenho no frio, nem sempre se entende com o calor e vice-versa.

Por enquanto, é admirar a fase esplêndida desse pilotaço chamado Lewis Hamilton.

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Condições climáticas atrapalham as equipes no primeiro dia de testes em Barcelona. Red Bull lidera

Se na abertura dos trabalhos houve pista seca, a baixa temperatura atrapalhou a avaliação das equipes durante o primeiro dia de testes coletivos em Barcelona. À tarde, veio a chuva.

Mesmo sendo o mais rápido do primeiro dia, Ricciardo foi um dos que preferiu destacar a confiabilidade do novo carro da Red Bull a tentar analisar mais profundamente o desempenho.

“Hoje estava bem frio. Tirando isso, foi bom. Pela manhã, com pista seca, foi tudo muito bem, mas aí a chuva da tarde deixou as condições mais traiçoeiras. É difícil fazer qualquer coisa funcionar bem com os pneus em temperaturas assim, especialmente porque o asfalto também era novo”, disse.

Ou seja, ainda não dá para tirar maiores conclusões, mas é possível ressaltar quem foi bem. Além do pessoal das latinhas de energéticos, Ferrari e Mercedes também tiveram um dia sem sustos, embora tenham andado menos que a rival, e, por enquanto, parece mantida a briga entre as três.

Sem enfrentar qualquer problema e  mostrando velocidade, a Renault surpreendeu, como também se destacou a Toro Rosso, agora correndo de unidade de potência Honda, completando o programa inteiro sem apresentar falhas.

A McLaren, por seu turno, teve um problema mecânico logo no início da sessão pela manhã, o que comprometeu sobremaneira a análise acerca do desempenho do MCL33.

Que amanhã o clima ajude.

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