Condições climáticas atrapalham as equipes no primeiro dia de testes em Barcelona. Red Bull lidera

Condições climáticas atrapalham as equipes no primeiro dia de testes em Barcelona. Red Bull lidera

Se na abertura dos trabalhos houve pista seca, a baixa temperatura atrapalhou a avaliação das equipes durante o primeiro dia de testes coletivos em Barcelona. À tarde, veio a chuva.

Mesmo sendo o mais rápido do primeiro dia, Ricciardo foi um dos que preferiu destacar a confiabilidade do novo carro da Red Bull a tentar analisar mais profundamente o desempenho.

“Hoje estava bem frio. Tirando isso, foi bom. Pela manhã, com pista seca, foi tudo muito bem, mas aí a chuva da tarde deixou as condições mais traiçoeiras. É difícil fazer qualquer coisa funcionar bem com os pneus em temperaturas assim, especialmente porque o asfalto também era novo”, disse.

Ou seja, ainda não dá para tirar maiores conclusões, mas é possível ressaltar quem foi bem. Além do pessoal das latinhas de energéticos, Ferrari e Mercedes também tiveram um dia sem sustos, embora tenham andado menos que a rival, e, por enquanto, parece mantida a briga entre as três.

Sem enfrentar qualquer problema e  mostrando velocidade, a Renault surpreendeu, como também se destacou a Toro Rosso, agora correndo de unidade de potência Honda, completando o programa inteiro sem apresentar falhas.

A McLaren, por seu turno, teve um problema mecânico logo no início da sessão pela manhã, o que comprometeu sobremaneira a análise acerca do desempenho do MCL33.

Que amanhã o clima ajude.

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A hegemonia na Fórmula 1 ou como anda a ordem das forças na categoria

17 de março de 2013, Melbourne, Austrália, abertura do campeonato daquele ano. Pilotando uma Lotus, Kimi Raikkonen venceu a corrida e, desde aquele GP, apenas Ferrari, Red Bull e Mercedes colocaram pilotos no degrau mais alto do pódio na Fórmula 1. É isso mesmo. Apenas pilotos dessas três equipes conseguiram vencer corridas desde então, e nem foram, não poderia ser diferente, tantos pilotos assim. Vettel, Ricciardo, Verstappen, Rosberg, Bottas e o atual campeão, Hamilton, concentram todas as vitórias dos últimos cinco anos de F-1.

Nesse período, a Ferrari venceu 10, a RBR 19 e a Mercedes 66 corridas na categoria. Aliás, tirante o longínquo ano de 2013 com o título de Vettel na Red Bull, a Mercedes venceu todos os campeonatos de pilotos e construtores de 2014 para cá. É muita coisa. Óbvio, um prêmio ao bom trabalho dos alemães, mas uma demonstração inequívoca de que sem mudanças significativas de regulamento, sobretudo no que tange a especificações de motor, quem chega ao topo, de lá não sai até que se altere severamente alguma regra. Daí o velho dilema da categoria top do automobilismo mundial, que premia a excelência x a competitividade, que demandaria mais gente brigando lá em cima.

Nos últimos anos, tanto Ferrari quanto Red Bull melhoraram, mas a performance e o desempenho das unidades de potência Mercedes – que são superiores as de Renault, Ferrari e Honda – atrelada a um ótimo trabalho da engenharia na construção de chassis aerodinamicamente quase perfeitos, tornaram a equipe Mercedes praticamente imbatível.

Para 2018, além da obrigatoriedade do halo, o regulamento baniu o uso das chamadas ‘barbatanas’ dos chassis. Os carros ficaram mais limpos, homogêneos. Pode mudar alguma coisa? Pode. A Red Bull com certa frequência entrega trabalhos aerodinâmicos superiores aos rivais. Muita gente inclusive afirma, categoricamente, que carro por carro, as latinhas de energéticos eram os melhores do grid em 2017. Mas a unidade de potência Renault ainda deixava a desejar, sobretudo no quesito confiabilidade.

A Ferrari, por seu turno, deu um salto em sua unidade de potência e construiu um chassi que andou bem – eventualmente à frente, inclusive – em alguns circuitos no ano passado.

Não foi coincidência o fato de que 2017 marcou o ano com ‘menos’ vitórias dos alemães desde 2014. Naquele ano, carros Mercedes venceram 16 provas, feito repetido em 2015, saltando a 19 êxitos em 2016. No ano passado? “Apenas” 12 vitórias.

O campeonato passado pode ter marcado um ponto de virada, ou foi apenas um ponto circunstancial fora da curva?

A partir de 26 de fevereiro terão início os parcos testes de pré-temporada, em Barcelona. Serão quatro dias nessa primeira perna de treinos. Na segunda, mais quatro dias serão usados para testes entre 6 e 9 de março. Ali as coisas ficarão um pouco mais claras. Inclusive no que se refere ao maior mistério da temporada: será a McLaren capaz de ser competitiva nesse primeiro ano sendo empurrada por unidades de potência Renault?

Williams fecha seu trio de pilotos para 2018: Stroll, Sirotkin e Kubica

Acabou o mistério. A equipe Williams oficializou sua dupla de pilotos titulares para 2018, bem como nomeou o reserva.

Iniciam o campeonato entre os dias 23 e 25 de março, na Austrália, como titulares, o canadense Lance Stroll, que disputou toda a temporada 2017 pelo time britânico, e o russo Sergey Sirotkin, que, carregado de dólares, chega para substituir o brasileiro Felipe Massa.

Robert Kubica, que chegou a fazer testes na equipe e ser apontado como o companheiro de Stroll no fim do ano passado, foi nomeado piloto reserva.

A Williams, com isso, mostra que sim, o dinheiro é importante, e isso sua jovem dupla titular tem de sobra. E sinaliza que não ficou 100% confiante com o polonês.

Por outro lado, distribui um sinal: não foca suas decisões na competitividade, o que numa categoria altamente seletiva como é a F1, demonstra certa falta de ambição.

A dupla escolhida pode, claro, calar a boca de todo mundo, inclusive a minha, mas não creio nisso. São pilotos ‘crus’ demais.

Isso pode ser um tiro no pé em várias vertentes. Se o carro do ano passado não foi bom, e os engenheiros prometeram um carro mais agressivo para 2018, desenvolver esse novo projeto exige certa experiência que a dupla não tem.

De repente, esse prêmio de consolação dado ao Kubica, como piloto de desenvolvimento, sirva para o time aproveitar a experiência que o talentoso polonês tem. Acredito que ele ande no carro em alguns treinos de sexta-feira durante a temporada.

E a própria presença do polaco, ao lado do seu representante, Nico Rosberg, no paddock, jogará ainda mais pressão sobre os garotos.

Numa dessas, ainda pode sobrar um carro para Kubica.

Robert Kubica completa com sucesso seu retorno a um F1 após 6 anos

Foram 142 voltas testando as mais diversas configurações de pneus, acertos e quantidade de combustível, a bordo de um carro da Renault com apenas uma adaptação às suas limitações físicas no braço direito causadas por um acidente de rali há seis anos: na borboleta para troca de marchas. Um carro de F1 não adaptado possui duas: uma para subir as marchas, outra para descê-las. Kubica fez todo o processo numa única. E o fez, aparentemente, sem maiores problemas e com velocidade. Completou pouco mais de dois GPs e fez a sua melhor volta em 1.18.572, o que lhe conferiu a quarta posição na folha de tempos, dentre os 13 pilotos que foram à pista nos testes desta quarta-feira em Hungaroring, Hungria. Mas o tempo…ah… nesse caso pouco importa.

Até porque, até bem pouco tempo era impensável ver Robert Kubica de volta a um carro de Fórmula 1. E hoje, ele não apenas voltou como se mostrou rápido e constante durante todo o programa preparado pela equipe francesa.

Seu melhor giro foi feito calçado com pneus ultramacios, ressalve-se, os compostos mais velozes da Pirelli e que não fizeram parte do final de semana do Grande Prêmio da Hungria disputado no último domingo e vencido por Sebastian Vettel. Entre sexta e domingo os compostos médios, macios e supermacios ficaram à disposição das equipes. Mas o polonês não estava apenas num teste, estava ele sendo testado e desafiado a cada ida à pista, razão pela qual foi submetido aos diferentes compostos.

Para efeito de comparação com as velocidades atingidas pela dupla de pilotos titulares da equipe Renault durante o fim de semana, Jolyon Palmer e Nico Hulkenberg, tomemos por base os tempos feitos por eles durante o treino classificatório.

Em sua melhor volta no Q1, Palmer assinalou o tempo de 1.18.669, e o superou no Q2 com 1.1.18.415.

Mais veloz do que o britânico, Hulkenberg anotou no Q1 1.18.137 e 1.17.655 no Q2, a volta que lhe garantiu presença na disputa pela pole position no e foi no Q3 que o alemão conseguiu o seu melhor tempo na classificação: 1.17.468 com pneus supermacios.

Repare que o tempo conseguido nesta quarta-feira por Kubica andando com pneus ultramacios foi 1 décimo mais lento que a volta mais rápida dada por Palmer na classificação com pneus supermacios.

Num dia de testes as condições nunca são idênticas as encontradas em um final de semana de GP, sobretudo no que concerne a pressão. Mas o importante na participação de Kubica hoje, muito além da velocidade, era avaliar a sua capacidade de suportar fisicamente as exigências advindas das configurações dos atuais carros da F1. Ele as suportou.

Kubica não participava de uma atividade regular na Fórmula desde 2011, por isso a comparação com o desempenho dos titulares do time francês é especialmente interessante. Para quem estava ausente do esporte há seis anos, as 142 voltas, algumas delas dadas em ritmo de classificação, mostram um piloto ainda capaz de ser competitivo, e no fundo, era isso que tanto Kubica quanto a Renault queriam aferir em Hungaroring.

Creio que o talentoso polonês passou no teste, para azar do sono de Jolyon Palmer.

 

Robert Kubica: o retorno

Nas suas primeiras 58 voltas a bordo do monoposto 2017 da Renault, Robert Kubica tem pilotado como se não estivesse longe da Fórmula 1 há seis anos. Os tempos, em condições de testes, claro, nunca serão conclusivos, dada a variação da quantidade de combustível, etc. Mas isso não importa no caso do polonês, que está indo bem no programa de testes da equipe francesa e até o momento registrou o sexto melhor giro entre os dez pilotos que foram à pista com 1:19.681. Para quem estava longe da F1 há tanto tempo, o que importa é andar, andar e andar, e sem problemas.

Para efeito de comparação:

1) Sebastian Vettel, Ferrari, 1:17.124, 40 voltas.

2) Kimi Raikkonen, Ferrari, 1:18.237, 10 voltas.

3) Lando Norris, McLaren, 1:18.539, 47 voltas.

4) Lucas Auer, Force India, 1:19.242, 46 voltas.

5) George Russell, Mercedes, 1:19.499; 36 voltas.

6) Robert Kubica, Renault, 1:19.681, 58 voltas.

7) Carlos Sainz, Toro Rosso, 1:20.055, 49 voltas.

8) Pierre Gasly, Red Bull, 1:20.337, 46 voltas.

9) Luca Ghiotto, Williams, 1:20.414, 60 voltas.

9) Santino Ferrucci, Haas, 1:21.235; 56 voltas.

10) Nobuharu Matsushita, Sauber, 1:23.133, 38 voltas.

Mais sumido do que Alonso em pódio

Mas sempre voltando…

Como Bottas ao topo do pódio. O finlandês venceu o GP da Áustria deste domingo, quase sem sustos. O susto ficou por conta da aproximação de Vettel nas últimas duas voltas, mas o nórdico do 77 seguiu firme até a bandeirada. De mansinho o segundo piloto da Mercedes chegou aos seus 136 pontos no campeonato. São duas poles e duas vitórias em sua temporada de estreia pela equipe. Já faz mais do que se esperava, diga-se.

Para efeito de comparação, Raikonnen, que exerce na Ferrari o mesmo papel que Valtteri desempenha no time alemão, alcançou míseros 83 pontos sem passar perto de uma vitória. Daniel Ricciardo, a bordo de uma Red Bull muito menos competitiva que a Ferrari, já tem 107 pontos, a vitória em Baku e inteirou o 5º pódio seguido da temporada neste domingo.

A corrida em si não foi boa. A largada, sem problemas para quem estava lá na frente, conturbada para os que estavam no meio do pelotão e ótima para quem veio do fundo, determinou os rumos a serem seguidos ao longo das 71 voltas pela pista da Red Bull.

No que de fato importa, Hamilton saiu da oitava posição e terminou em quarto. Vettel largou em segundo e lá terminou. Com esse resultado o campeonato ficou 171 x 151 em favor do esquentadinho alemão, que para variar, segue causando na Fórmula 1.

Reclamou reiteradas vezes por meio do rádio da possível queimada de largada de Bottas, e hoje, segunda-feira, com todos os sensores e telemetrias do universo comprovando que o baby do gelo não fez nada de errado, ele segue afirmando que o finlandês saiu antes da hora. Vettel se transformou no mais chato piloto do grid. O menino definitivamente não sabe perder.

Até Silverstone.